Há quantos anos não lia algo de Isaac Asimov! Um dos meus autores preferidos na minha adolescência, autor de excelentes romances sci-fi.
Asimov nasceu em 1919 ou 1920, na Rússia. A dificuldade de precisar sua data de nascimento se deve às diferenças entre o calendário juliano (utilizado pela Igreja Ortodoxa) e o hebraico (ele descendeu de uma família de judeus). Mas logo aos três anos migrou para os Estados Unidos com sua família. Apesar de doutor em Bioquímica, ficou mundialmente famoso como escritor de ficção científica. Escreveu 463 obras, muitas das quais mundialmente famosas, como a trilogia Fundação, Eu, Robô e O homem bicentenário.
Sempre achei Isaac Asimov um visionário. Descobri que, em 1964 foi desafiado pelo The New York Times a prever como seria o mundo dali a 50 anos. Acertou ao prever a existência de micro
ondas, TV de tela plana, Internet, as bibliotecas globais, dentre outros. Errou ao prever coisas como carros voadores e usinas de fusão atômica.
Os robôs do amanhecer, escrito em 1983, é o terceiro livro com Elijah Bailey, detetive da Terra responsável por resolver casos nos chamados mundos dos Espaciais. A humanidade descobriu uma série de planetas habitáveis e se expandiu pela galáxia. Dentre esses planetas está Aurora, o primeiro planeta colonizado por seres humanos. A história, apesar de narrada em terceira pessoa, é contada sob a óptica de Bailey.
Robôs já era amplamente utilizados pelos seres humanos. Estavam sujeitos às famosas 3 leis da robótica (1ª lei: Um robô não pode ferir um ser humano ou, por inação, permitir que um ser humano sofra algum mal. 2ª lei: Um robô deve obedecer às ordens que lhe sejam dadas por seres humanos, exceto nos casos em que tais ordens contrariem a Primeira Lei. 3ª lei: Um robô deve proteger sua própria existência, desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira e Segunda Leis.). Em Aurora, robôs e humanos coexistiam em harmonia. Até que um robô humaniforme é "assassinado" - ou, como Bailey afirma, sofre "roboticídio". O único ser humano que conseguiria fazer isso é quem contrata Bailey para que possa provar sua inocência. O assassinato do robô estava diretamente ligado a uma luta pelo poder em Aurora, que talvez solucionasse uma dúvida crucial: quem deveria colonizar o Universo, os homens ou as máquinas?
Um livro que mistura ficção científica e romance policial tem tudo para ser bom. Se escrito por Asimov, temos a certeza de que é uma boa história. Leria novamente várias outras vezes.

