quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Os robôs do amanhecer - Isaac Asimov

Há quantos anos não lia algo de Isaac Asimov! Um dos meus autores preferidos na minha adolescência, autor de excelentes romances sci-fi.

Asimov nasceu em 1919 ou 1920, na Rússia. A dificuldade de precisar sua data de nascimento se deve às diferenças entre o calendário juliano (utilizado pela Igreja Ortodoxa) e o hebraico (ele descendeu de uma família de judeus). Mas logo aos três anos migrou para os Estados Unidos com sua família. Apesar de doutor em Bioquímica, ficou mundialmente famoso como escritor de ficção científica. Escreveu 463 obras, muitas das quais mundialmente famosas, como a trilogia Fundação, Eu, Robô e O homem bicentenário.

Sempre achei Isaac Asimov um visionário. Descobri que, em 1964 foi desafiado pelo The New York Times a prever como seria o mundo dali a 50 anos. Acertou ao prever a existência de micro
ondas, TV de tela plana, Internet, as bibliotecas globais, dentre outros. Errou ao prever coisas como carros voadores e usinas de fusão atômica.

Os robôs do amanhecer, escrito em 1983, é o terceiro livro com Elijah Bailey, detetive da Terra responsável por resolver casos nos chamados mundos dos Espaciais. A humanidade descobriu uma série de planetas habitáveis e se expandiu pela galáxia. Dentre esses planetas está Aurora, o primeiro planeta colonizado por seres humanos. A história, apesar de narrada em terceira pessoa, é contada sob a óptica de Bailey.

Robôs já era amplamente utilizados pelos seres humanos. Estavam sujeitos às famosas 3 leis da robótica (1ª lei: Um robô não pode ferir um ser humano ou, por inação, permitir que um ser humano sofra algum mal.  2ª lei: Um robô deve obedecer às ordens que lhe sejam dadas por seres humanos, exceto nos casos em que tais ordens contrariem a Primeira Lei.  3ª lei: Um robô deve proteger sua própria existência, desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira e Segunda Leis.). Em Aurora, robôs e humanos coexistiam em harmonia. Até que um robô humaniforme é "assassinado" - ou, como Bailey afirma, sofre "roboticídio". O único ser humano que conseguiria fazer isso é quem contrata Bailey para que possa provar sua inocência. O assassinato do robô estava diretamente ligado a uma luta pelo poder em Aurora, que talvez solucionasse uma dúvida crucial: quem deveria colonizar o Universo, os homens ou as máquinas?

Um livro que mistura ficção científica e romance policial tem tudo para ser bom. Se escrito por Asimov, temos a certeza de que é uma boa história. Leria novamente várias outras vezes.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

A Intimação - John Grisham

Quer ler um livro apenas para passar o tempo, sem grandes questionamentos? A Intimação é uma boa pedida.

O livro foi lançado em 2002, escrito por John Grisham. O autor estadunidense, nascido em 1955, é um dos escritores mais lidos no Estados Unidos. Lançou várias obras que se tornaram filmes de Hollywood, como O Dossiê Pelicano, A Firma e Tempo de Matar. É ex-político e advogado, o que o ajudou a embasar boa parte de suas obras.

A história de A Intimação gira em torno da família Atlee. O pai, Reuben Atlee, juiz aposentado, faz uma intimação para que seus filhos Ray e Forrest estejam em sua casa. Ray é o irmão mais velho, formado em direito e professor universitário. O mais jovem, Forrest, era um drogado que vivia se metendo em confusão. O juiz está doente, e Ray, o personagem narrador, supõe que essa convocação seja para que seja lido o testamento de seu pai. Ao chegar na casa de seu pai, Ray se depara com seu pai já morto. Ao dar uma olhada na casa, descobre algo estranho: vários potes de dinheiro. Ray fica sem saber o que fazer, buscando a origem do dinheiro, ao mesmo tempo que pondera se o coloca no espólio a ser dividido. Decide levá-lo pra casa... e começa a ser perseguido.

Não sei se pode ser classificado como suspense policial... mas o fato é que a leitura do livro é bastante tranquila. Na verdade, o suspense nem é tão grande assim. Não é um livro excelente, mas dá pra lê-lo sem problema. Como coloquei no início... um bom passatempo. Mas só.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Os Lusíadas - Luís de Camões

Quantos seres humanos leram Os Lusíadas? Com certeza, não muitos... e me incluo nesse pequeno grupo!
Considero Os Lusíadas uma obra genial. Fantástica. E... chata pra caramba!
A obra foi escrita por Luís de Camões. Não se sabe ao certo quando e onde ele nasceu. Pode ter nascido em 1517 ou 1525, sendo esta a data mais aceita. Acredita-se ter nascido em Lisboa - provavelmente de uma família nobre, porém decadente. Teria estudado na Universidade de Coimbra. Teria sido militar, tendo perdido o olho direito. Foi preso por agredir a um oficial do rei, tendo sido exilado por 17 anos. Tendo morado até em Macau, voltou a Portugal já com a obra pronta.

Mesmo havendo muitas incertezas em torno de sua vida, algo é certo: escreveu uma obra genial! Mais que uma obra literária, podemos considerar Os Lusíadas como uma obra de arte. Conseguir escrever uma obra grandiosa, com 10 cantos divididos em 1102 estrofes, cada uma com 8 versos decassílabos... repito, genial!

A obra é uma epopeia renascentista, com as características de exaltar o homem e seus feitos. Apresenta também o nacionalismo como característica, propícia para o momento em que viviam. Era a época das grandes navegações. A Europa - especialmente Portugal - estava conhecendo e conquistando o mundo. Os Lusíadas surgem como uma exaltação a todo esse momento. Além de exaltar a descoberta do caminho para as Índias, conta também sobre as grandes navegações, a formação do território português, o império português no oriente, dentre tantos outros fatos.

Como já coloquei, é uma obra muito chata de se ler. Existem muitos nomes que talvez fizessem sentido para os leitores da época. Muitos lugares que atualmente tem outro nome também são citados. Eu diria que, para nós, é mais uma obra para ser estudada que para ser apreciada. Poucos nomes fazem sentido para nós, o que torna a leitura extremamente difícil.

Se recomendo? Apenas para estudo. Não para uma leitura regular. Vale a pena, se quiser estudar uma obra de arte.









sábado, 16 de julho de 2016

O Código Da Vinci - Dan Brown

"Você é historiador de Harvard, meu querido, e não um autor de literatura de consumo procurando um tema polêmico pra faturar uma grana". Esta frase foi dita pelo editor do novo livro de Robert Langdon em O Código Da Vinci, mas talvez tenha ocorrido de de forma similar na vida de Dan Brown... um grande escritor de literatura de consumo!

O mote para o estrondoso sucesso de O Código Da Vinci foi citado umas duas ou três vezes no livro: todo mundo gosta de uma conspiração! Por vezes uma conspiração é mais saborosa do que a realidade. E se aproveitando disso, Dan Brown escreveu um livro que entrou nas listas dos mais vendidos em boa parte do mundo.

A história é um conto moderno sobre a busca do Santo Graal. Para quem não sabe, o Santo Graal seria um cálice que Jesus teria usado na Santa Ceia - sua última refeição antes de sua crucificação. Muitas histórias tem sido contadas ao longo dos séculos sobre sua busca.


O autor envolve Robert Langdon (já escrevi sobre ele na postagem passada) em uma disputa entre a Igreja Católica - especialmente a Opus Dei, uma prelazia papal - e os portadores do segredo do Graal, denominados Priorado de Sião.

O Priorado de Sião foi uma sociedade secreta que nasceu e morreu no século XX, com o intuito de se preservar a fé católica. Mas existiu uma história - já desmentida - de que essa sociedade teria sido fundada lá no século XI, tendo sido liderada por personagens ilustres da história, como Boticelli, Newton... e Leonardo Da Vinci. Claro, Dan Brown optou por essa versão.

Já a Opus Dei é uma instituição católica fundada por São Josemaría Escrivá em 1928, na Espanha. Tem como ideal a santidade na vivência diária. É formada por padres, freiras, casais, de todas as etnias e classes sociais. Surgiram boatos de que alguns de seus membros se martirizariam, buscando a mortificação da carne. Claro, Dan Brown optou pela última versão.

Me deu a sensação de que o autor foi fazendo esse livro como se fizesse uma sopa: uma pitada de uma teoria conspiratória, um pouco de outra teoria, sal a gosto... e está pronta a sopa! E - devo dizer - a sopa até que ficou boa! O livro é uma espécie de thriller bem escrito, que deixa o leitor ligado na história do início ao fim.

As diversas teorias conspiratórias me deixaram um pouco cansado... achei que, às vezes, havia uma forçação de barra. Mas é uma boa história, muito bem contada. Uma coisa que admiro em Dan Brown é o fato de ele sempre pesquisar sobre os assuntos que ele deseja destacar. Não escreve sem ter algo em que se basear; Gosto disso, acho que alguns escritores tem preguiça de fazer esse trabalho de pesquisa, o que faz com que suas obras não fiquem tão boas,

Eu gostei, é um bom passatempo... vale a pena!

domingo, 10 de julho de 2016

Anjos e Demônios - Dan Brown

Ler um livro depois de já ter visto sua versão cinematográfica muda um pouco as expectativas. Não se pensa no que vai acontecer, mas em como tal acontecimento será contado. O que não torna a leitura pior nem melhor, apenas há uma mudança de status. Assim foi com Anjos e Demônios.

Anjos e Demônios é uma obra do escritor norte-americano Dan Brown. Autor de apenas seis livros, se tornou um dos mais influentes escritores modernos, com milhões de exemplares de suas obras sendo vendidas em vários países do mundo. Inclusive, três de seus livros (Anjos e demônios, O código Da Vinci e Inferno) tendo sido adaptados para o cinema.

Esse é o primeiro livro em que Robert Langdon é o personagem principal. Langdon é um famoso professor de Simbologia da universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Nessa aventura, ele é convocado por um cientista do CERN (Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear) para investigar um assassinato, que envolve o roubo de uma poderosa fonte de energia (antimatéria) e uma série de símbolos até então desconhecidos.

Parece que Dan Brown já escreve seus livros pensando em adaptações cinematográficas. Suas histórias prendem a atenção do leitor. Envolvem teorias conspiratórias, assassinatos, suspense, tudo isso narrado de forma verossímil. O leitor se torna quase que um participante dos acontecimentos. Especialmente em Anjos e demônios, ele acerta em abordar o tema Ciência x Religião, tendo como pano de fundo o ressurgimento dos Illuminati, associação de pessoas esclarecidas que desejariam acabar com a Igreja Católica.

Gostei bastante do livro. A história tem dinamismo, personagens interessantes, além de se passar numa "realidade" presente. Muitos créditos para Dan Brown, por seu trabalho de pesquisa e por conseguir dar um ar de veracidade a tudo.

sábado, 12 de março de 2016

Guia Politicamente Incorreto do Futebol - Jones Rossi e Leonardo Mendes Júnior

Há algum tempo adquirimos a coleção dos Guias Politicamente Incorretos. Resolvi começar a lê-la, e escolhi o Guia Politicamente Incorreto do Futebol por unir duas de minhas paixões: futebol e leitura.


Não sei como é o restante da coleção, mas esse me pareceu uma espécie de Guia dos Curiosos. Uma espécie de almanaque, contando "verdades antes não contadas" sobre alguns assuntos envolvendo o velho esporte bretão. Histórias sobre a Fifa, sobre a seleção de 82, sobre a Democracia Corinthiana, dentre muitas outras.

Foi escrito pelos jornalistas paranaenses Jones Rossi e Leonardo Mendes Júnior. Jones foi editor nas revistas Veja e Galileu, além de repórter do G1. Leonardo é colunista do jornal Gazeta do Povo< além de ter trabalhado em emissoras de rádio como a CBN.

É um livro que pode colaborar com as conversas de boteco e nas resenhas antes/após as peladas. Traz uma série de curiosidades sobre o futebol, mas nada que vai causar uma grande mudança no modo de se enxergar o esporte. Temas que envolvem futebol e política, claro, estão presentes. Além da obviedade de se escrever sobre Pelé, Maradona e Messi.

Pra quem gosta de futebol, é uma boa leitura. Vai dar pra discutir futebol fazendo cara de inteligente!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

A Arte da Guerra - Sun Tzu (tradução de André Bueno)

Dentre tantos livros famosos, não havia lido ainda o famoso livro chinês. A Arte da Guerra, para
quem não sabe, é um livro que teria sido escrito pelo estrategista Sun Tzu. Teria, pois não se sabe se ele realmente existiu. Teria vivido no século VI a.C., mas estudiosos afirmam que poderia ter vivido dois ou três séculos depois dessa época. O livro é um conjunto de estratégias de guerra. Talvez essas estratégias já existissem separadamente, sendo compiladas pelo autor.

É um livro bem fácil de ler. São apenas treze capítulos, curtos, retratando uma série de estratégias que conduziriam qualquer exército à vitória. Algumas dessas estratégias podem ser utilizadas em nosso dia-a-dia, em nossas relações de trabalho. O mais importante: façamos seja o que for, que seja estabelecida uma estratégia. Com isso, a chance de êxito aumenta consideravelmente.

Por mim, todos deveriam lê-lo. Empresários, estudantes, trabalhadores assalariados, autônomos... todos temos algo a aprender sobre planejamento. Planejar a curto, médio e longo prazo. Todo planejamento é necessário para nosso desenvolvimento pessoal e coletivo.

Gostei, e aconselho sua leitura. Planejar é preciso!

P.S.: O tempo todo, durante minha leitura, fiquei ouvindo o Capitão Nascimento falando em Tropa de Elite: "Estratégia, do grego..."

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Ressurreição - Machado de Assis

Achei esse livro aqui em casa. Uma edição de 1973, com as folhas já amareladas e a capa bem gasta. Nunca tinha ouvido falar de Ressurreição; logo, não sabia ter comigo um exemplar do primeiro romance publicado por Machado de Assis.

Joaquim Maria Machado de Assis tinha tudo para ser só mais um nesse mundo. Filho de um mulato, neto de escravos alforriados (lembrando que nasceu e passou praticamente toda sua vida no século XIX, período em que a escravidão ainda era legalizada no Brasil). Gago. Epiléptico. Entre os 6 e os 14 anos perdeu a mãe, o pai e a irmã, tendo sido criado pela madrasta, também mestiça. A despeito dessas situações, seu grande esforço e seu amor pelo aprendizado fizeram com que esse autodidata (estudou apenas em uma escola pública) se tornasse um dos maiores escritores brasileiros de todos os tempos.

Em sua primeira obra, Machado de Assis faz algumas análises psicológicas do ser humano através de seus personagens, algo que apenas os escritores realistas europeus faziam à época.

A obra se passa em torno do Dr. Félix, um médico solteirão que se gabava interiormente de ter seu coração "domado", sem se ligar em demasia a alguém. Até que conhece Lívia, uma viúva que passou seus anos de casada no interior de Minas Gerais, tendo após a viuvez retornado ao Rio de Janeiro. Félix então se apaixona - e, com isso, passa a demonstrar uma extrema inconstância emocional. Lívia corresponde ao seu amor, tendo os dois inclusive marcado a data de seu casamento. Na relação entre os dois acontecem várias idas e vindas, narradas com maestria pelo autor.

Uma das coisas que mais gosto nos escritos de Machado de Assis é a não linearidade de sua narrativa. É como se várias histórias secundárias ocorressem ao mesmo tempo que a trama principal, tendo em algum momento o entrelaçamento de todas as narrativas. Se vivesse nos dias de hoje, seria um excelente autor de novelas.

De forma geral, sempre indicarei suas obras como boas leituras. Então, para aqueles que desejarem conhecer mais

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Azincourt - Bernard Cornwell

Há muito tempo quero ler alguns livros de Bernard Cornwell: as Crônicas Saxônicas e as Crônicas
de Arthur. Ainda não tive oportunidade de lê-los. Mas eis que uma de minas alunas, Clarice, resolve me dar Azincourt de presente... e que presente!

Bernard Cornwell é um consagrado autor britânico, nascido em 1944. Amante da história, principalmente da história inglesa, tem como pano de fundo para seus romances fatos que realmente ocorreram.

Azincourt era um castelo situado perto de Calais, norte da França. A épica Batalha de Azincourt ocorreu em 25 de outubro de 1415. O rei Henrique V entendia que o trono da França também lhe pertencia. Prepara então um exército para invadir a França e tomar a coroa francesa. Desembarcou em território francês, realizando em seguida um cerco à cidade de Harfleur. O cerco demorado e várias doenças fizeram com que seu exército diminuísse consideravelmente.

Após a conquista de Harfleur, Henrique V e seu exército se dirigiram para Calais, mas foram interceptados pelo exército francês. Os números são imprecisos, mas se diz que havia cerca de trinta mil franceses contra cinco mil ingleses. Desses, quatro mil eram arqueiros - o que fez toda a diferença.

Essa batalha é aclamada como sendo uma das mais brilhantes vitórias obtidas por um exército, a ponto de ser romanceada por Willian Shakespeare em sua peça Henrique V. Uma batalha em que o mais fraco vence o mais forte; em que os mais simples vencem a nobreza.

Tudo isso serve de pano de fundo para esse romance. O personagem principal, Nicholas Hook, é um aldeão inglês que se torna fora-da-lei. Por isso, foge de sua terra natal, indo parar na França. Uma série de eventos fazem com que ele se torne um dos principais arqueiros do exército inglês.

Excelente livro. A história me prendeu do início ao fim. Me senti dentro da batalha (matei muitos franceses em minha imaginação, rs). Bernard Cornwell consegue atrair o leitor, fazendo com que ele acabe "participando" da trama. Se recomendo? Demais!


Referências:

http://www2.uol.com.br/historiaviva/reportagens/azincourt_a_grande_derrota_francesa.html
http://www.bernardcornwell.net/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Bernard_Cornwell

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Operação Cavalo de Tróia 2 - J.J. Benítez

     Segundo livro da série desse autor espanhol. Nesse livro, o major volta com seu amigo para a Palestina, a fim de presenciar os acontecimentos relacionados à ressurreição de Jesus.

     Tenho um apreço especial por escritores que se dedicam de corpo e alma ao que fazem. Benítez, para escrever seus livros, se dedicou a pesquisar sobre ciência, religião, história, costumes judaicos, dentre outros assuntos. E consegue escrever dando veracidade a suas histórias, levando o leitor a viajar junto com os personagens pelas estradas e ruas da Judeia do ano 30 de nossa era.

     Uma das ideias de Benítez é questionar algumas crenças. Questiona fatos narrados na Bíblia e por outros autores, não com o objetivo de criticar negativamente, mas visa mostrar o quanto a história pode ser falseada a fim de validar objetivos escusos. Pisa na bola apenas ao tentar imaginar como foi a infância de Jesus. Mas qualquer um que imaginar isso pisará na bola, por não existir nenhum dado referente aos primeiros anos de Jesus.

     Ao passar as páginas, se pode perceber que haveria um terceiro livro. A história se passa no "tempo presente" por muitas páginas; seria muito difícil contar o que acontecia no "passado" em tão poucas páginas.

     A história, no "presente", se passa em Israel, nos anos 1970, em uma das muitas crises entre árabes e israelenses. Tais conflitos fazem com que a missão quase não aconteça. Ainda assim, a dupla de viajantes conseguem voltar ao domingo da Páscoa judaica, dia em que ocorre a ressurreição de Jesus. Tem contato com os discípulos de Jesus que viram o ressuscitado, além de ele mesmo ser testemunha de algumas aparições de Jesus.

     Agora, só (!) faltam sete livros para completar a coleção. E farei questão de terminar a leitura da série. Bons questionamentos, boa narrativa. Livros que nos levam a pensar, além de formarem uma leitura bastante atraente. Recomendo!