Há muito tempo quero ler alguns livros de Bernard Cornwell: as Crônicas Saxônicas e as Crônicas
de Arthur. Ainda não tive oportunidade de lê-los. Mas eis que uma de minas alunas, Clarice, resolve me dar Azincourt de presente... e que presente!
Bernard Cornwell é um consagrado autor britânico, nascido em 1944. Amante da história, principalmente da história inglesa, tem como pano de fundo para seus romances fatos que realmente ocorreram.
Azincourt era um castelo situado perto de Calais, norte da França. A épica Batalha de Azincourt ocorreu em 25 de outubro de 1415. O rei Henrique V entendia que o trono da França também lhe pertencia. Prepara então um exército para invadir a França e tomar a coroa francesa. Desembarcou em território francês, realizando em seguida um cerco à cidade de Harfleur. O cerco demorado e várias doenças fizeram com que seu exército diminuísse consideravelmente.
Após a conquista de Harfleur, Henrique V e seu exército se dirigiram para Calais, mas foram interceptados pelo exército francês. Os números são imprecisos, mas se diz que havia cerca de trinta mil franceses contra cinco mil ingleses. Desses, quatro mil eram arqueiros - o que fez toda a diferença.
Essa batalha é aclamada como sendo uma das mais brilhantes vitórias obtidas por um exército, a ponto de ser romanceada por Willian Shakespeare em sua peça Henrique V. Uma batalha em que o mais fraco vence o mais forte; em que os mais simples vencem a nobreza.
Tudo isso serve de pano de fundo para esse romance. O personagem principal, Nicholas Hook, é um aldeão inglês que se torna fora-da-lei. Por isso, foge de sua terra natal, indo parar na França. Uma série de eventos fazem com que ele se torne um dos principais arqueiros do exército inglês.
Excelente livro. A história me prendeu do início ao fim. Me senti dentro da batalha (matei muitos franceses em minha imaginação, rs). Bernard Cornwell consegue atrair o leitor, fazendo com que ele acabe "participando" da trama. Se recomendo? Demais!
Referências:
http://www2.uol.com.br/historiaviva/reportagens/azincourt_a_grande_derrota_francesa.html
http://www.bernardcornwell.net/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Bernard_Cornwell
quinta-feira, 28 de janeiro de 2016
segunda-feira, 11 de janeiro de 2016
Operação Cavalo de Tróia 2 - J.J. Benítez
Tenho um apreço especial por escritores que se dedicam de corpo e alma ao que fazem. Benítez, para escrever seus livros, se dedicou a pesquisar sobre ciência, religião, história, costumes judaicos, dentre outros assuntos. E consegue escrever dando veracidade a suas histórias, levando o leitor a viajar junto com os personagens pelas estradas e ruas da Judeia do ano 30 de nossa era.
Uma das ideias de Benítez é questionar algumas crenças. Questiona fatos narrados na Bíblia e por outros autores, não com o objetivo de criticar negativamente, mas visa mostrar o quanto a história pode ser falseada a fim de validar objetivos escusos. Pisa na bola apenas ao tentar imaginar como foi a infância de Jesus. Mas qualquer um que imaginar isso pisará na bola, por não existir nenhum dado referente aos primeiros anos de Jesus.
Ao passar as páginas, se pode perceber que haveria um terceiro livro. A história se passa no "tempo presente" por muitas páginas; seria muito difícil contar o que acontecia no "passado" em tão poucas páginas.
A história, no "presente", se passa em Israel, nos anos 1970, em uma das muitas crises entre árabes e israelenses. Tais conflitos fazem com que a missão quase não aconteça. Ainda assim, a dupla de viajantes conseguem voltar ao domingo da Páscoa judaica, dia em que ocorre a ressurreição de Jesus. Tem contato com os discípulos de Jesus que viram o ressuscitado, além de ele mesmo ser testemunha de algumas aparições de Jesus.
Agora, só (!) faltam sete livros para completar a coleção. E farei questão de terminar a leitura da série. Bons questionamentos, boa narrativa. Livros que nos levam a pensar, além de formarem uma leitura bastante atraente. Recomendo!
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