terça-feira, 27 de setembro de 2016

Os Lusíadas - Luís de Camões

Quantos seres humanos leram Os Lusíadas? Com certeza, não muitos... e me incluo nesse pequeno grupo!
Considero Os Lusíadas uma obra genial. Fantástica. E... chata pra caramba!
A obra foi escrita por Luís de Camões. Não se sabe ao certo quando e onde ele nasceu. Pode ter nascido em 1517 ou 1525, sendo esta a data mais aceita. Acredita-se ter nascido em Lisboa - provavelmente de uma família nobre, porém decadente. Teria estudado na Universidade de Coimbra. Teria sido militar, tendo perdido o olho direito. Foi preso por agredir a um oficial do rei, tendo sido exilado por 17 anos. Tendo morado até em Macau, voltou a Portugal já com a obra pronta.

Mesmo havendo muitas incertezas em torno de sua vida, algo é certo: escreveu uma obra genial! Mais que uma obra literária, podemos considerar Os Lusíadas como uma obra de arte. Conseguir escrever uma obra grandiosa, com 10 cantos divididos em 1102 estrofes, cada uma com 8 versos decassílabos... repito, genial!

A obra é uma epopeia renascentista, com as características de exaltar o homem e seus feitos. Apresenta também o nacionalismo como característica, propícia para o momento em que viviam. Era a época das grandes navegações. A Europa - especialmente Portugal - estava conhecendo e conquistando o mundo. Os Lusíadas surgem como uma exaltação a todo esse momento. Além de exaltar a descoberta do caminho para as Índias, conta também sobre as grandes navegações, a formação do território português, o império português no oriente, dentre tantos outros fatos.

Como já coloquei, é uma obra muito chata de se ler. Existem muitos nomes que talvez fizessem sentido para os leitores da época. Muitos lugares que atualmente tem outro nome também são citados. Eu diria que, para nós, é mais uma obra para ser estudada que para ser apreciada. Poucos nomes fazem sentido para nós, o que torna a leitura extremamente difícil.

Se recomendo? Apenas para estudo. Não para uma leitura regular. Vale a pena, se quiser estudar uma obra de arte.









Nenhum comentário:

Postar um comentário