O mote para o estrondoso sucesso de O Código Da Vinci foi citado umas duas ou três vezes no livro: todo mundo gosta de uma conspiração! Por vezes uma conspiração é mais saborosa do que a realidade. E se aproveitando disso, Dan Brown escreveu um livro que entrou nas listas dos mais vendidos em boa parte do mundo.
O autor envolve Robert Langdon (já escrevi sobre ele na postagem passada) em uma disputa entre a Igreja Católica - especialmente a Opus Dei, uma prelazia papal - e os portadores do segredo do Graal, denominados Priorado de Sião.
O Priorado de Sião foi uma sociedade secreta que nasceu e morreu no século XX, com o intuito de se preservar a fé católica. Mas existiu uma história - já desmentida - de que essa sociedade teria sido fundada lá no século XI, tendo sido liderada por personagens ilustres da história, como Boticelli, Newton... e Leonardo Da Vinci. Claro, Dan Brown optou por essa versão.
Já a Opus Dei é uma instituição católica fundada por São Josemaría Escrivá em 1928, na Espanha. Tem como ideal a santidade na vivência diária. É formada por padres, freiras, casais, de todas as etnias e classes sociais. Surgiram boatos de que alguns de seus membros se martirizariam, buscando a mortificação da carne. Claro, Dan Brown optou pela última versão.
Me deu a sensação de que o autor foi fazendo esse livro como se fizesse uma sopa: uma pitada de uma teoria conspiratória, um pouco de outra teoria, sal a gosto... e está pronta a sopa! E - devo dizer - a sopa até que ficou boa! O livro é uma espécie de thriller bem escrito, que deixa o leitor ligado na história do início ao fim.
As diversas teorias conspiratórias me deixaram um pouco cansado... achei que, às vezes, havia uma forçação de barra. Mas é uma boa história, muito bem contada. Uma coisa que admiro em Dan Brown é o fato de ele sempre pesquisar sobre os assuntos que ele deseja destacar. Não escreve sem ter algo em que se basear; Gosto disso, acho que alguns escritores tem preguiça de fazer esse trabalho de pesquisa, o que faz com que suas obras não fiquem tão boas,
Eu gostei, é um bom passatempo... vale a pena!