sábado, 16 de julho de 2016

O Código Da Vinci - Dan Brown

"Você é historiador de Harvard, meu querido, e não um autor de literatura de consumo procurando um tema polêmico pra faturar uma grana". Esta frase foi dita pelo editor do novo livro de Robert Langdon em O Código Da Vinci, mas talvez tenha ocorrido de de forma similar na vida de Dan Brown... um grande escritor de literatura de consumo!

O mote para o estrondoso sucesso de O Código Da Vinci foi citado umas duas ou três vezes no livro: todo mundo gosta de uma conspiração! Por vezes uma conspiração é mais saborosa do que a realidade. E se aproveitando disso, Dan Brown escreveu um livro que entrou nas listas dos mais vendidos em boa parte do mundo.

A história é um conto moderno sobre a busca do Santo Graal. Para quem não sabe, o Santo Graal seria um cálice que Jesus teria usado na Santa Ceia - sua última refeição antes de sua crucificação. Muitas histórias tem sido contadas ao longo dos séculos sobre sua busca.


O autor envolve Robert Langdon (já escrevi sobre ele na postagem passada) em uma disputa entre a Igreja Católica - especialmente a Opus Dei, uma prelazia papal - e os portadores do segredo do Graal, denominados Priorado de Sião.

O Priorado de Sião foi uma sociedade secreta que nasceu e morreu no século XX, com o intuito de se preservar a fé católica. Mas existiu uma história - já desmentida - de que essa sociedade teria sido fundada lá no século XI, tendo sido liderada por personagens ilustres da história, como Boticelli, Newton... e Leonardo Da Vinci. Claro, Dan Brown optou por essa versão.

Já a Opus Dei é uma instituição católica fundada por São Josemaría Escrivá em 1928, na Espanha. Tem como ideal a santidade na vivência diária. É formada por padres, freiras, casais, de todas as etnias e classes sociais. Surgiram boatos de que alguns de seus membros se martirizariam, buscando a mortificação da carne. Claro, Dan Brown optou pela última versão.

Me deu a sensação de que o autor foi fazendo esse livro como se fizesse uma sopa: uma pitada de uma teoria conspiratória, um pouco de outra teoria, sal a gosto... e está pronta a sopa! E - devo dizer - a sopa até que ficou boa! O livro é uma espécie de thriller bem escrito, que deixa o leitor ligado na história do início ao fim.

As diversas teorias conspiratórias me deixaram um pouco cansado... achei que, às vezes, havia uma forçação de barra. Mas é uma boa história, muito bem contada. Uma coisa que admiro em Dan Brown é o fato de ele sempre pesquisar sobre os assuntos que ele deseja destacar. Não escreve sem ter algo em que se basear; Gosto disso, acho que alguns escritores tem preguiça de fazer esse trabalho de pesquisa, o que faz com que suas obras não fiquem tão boas,

Eu gostei, é um bom passatempo... vale a pena!

domingo, 10 de julho de 2016

Anjos e Demônios - Dan Brown

Ler um livro depois de já ter visto sua versão cinematográfica muda um pouco as expectativas. Não se pensa no que vai acontecer, mas em como tal acontecimento será contado. O que não torna a leitura pior nem melhor, apenas há uma mudança de status. Assim foi com Anjos e Demônios.

Anjos e Demônios é uma obra do escritor norte-americano Dan Brown. Autor de apenas seis livros, se tornou um dos mais influentes escritores modernos, com milhões de exemplares de suas obras sendo vendidas em vários países do mundo. Inclusive, três de seus livros (Anjos e demônios, O código Da Vinci e Inferno) tendo sido adaptados para o cinema.

Esse é o primeiro livro em que Robert Langdon é o personagem principal. Langdon é um famoso professor de Simbologia da universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Nessa aventura, ele é convocado por um cientista do CERN (Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear) para investigar um assassinato, que envolve o roubo de uma poderosa fonte de energia (antimatéria) e uma série de símbolos até então desconhecidos.

Parece que Dan Brown já escreve seus livros pensando em adaptações cinematográficas. Suas histórias prendem a atenção do leitor. Envolvem teorias conspiratórias, assassinatos, suspense, tudo isso narrado de forma verossímil. O leitor se torna quase que um participante dos acontecimentos. Especialmente em Anjos e demônios, ele acerta em abordar o tema Ciência x Religião, tendo como pano de fundo o ressurgimento dos Illuminati, associação de pessoas esclarecidas que desejariam acabar com a Igreja Católica.

Gostei bastante do livro. A história tem dinamismo, personagens interessantes, além de se passar numa "realidade" presente. Muitos créditos para Dan Brown, por seu trabalho de pesquisa e por conseguir dar um ar de veracidade a tudo.