Tenho um apreço especial por escritores que se dedicam de corpo e alma ao que fazem. Benítez, para escrever seus livros, se dedicou a pesquisar sobre ciência, religião, história, costumes judaicos, dentre outros assuntos. E consegue escrever dando veracidade a suas histórias, levando o leitor a viajar junto com os personagens pelas estradas e ruas da Judeia do ano 30 de nossa era.
Uma das ideias de Benítez é questionar algumas crenças. Questiona fatos narrados na Bíblia e por outros autores, não com o objetivo de criticar negativamente, mas visa mostrar o quanto a história pode ser falseada a fim de validar objetivos escusos. Pisa na bola apenas ao tentar imaginar como foi a infância de Jesus. Mas qualquer um que imaginar isso pisará na bola, por não existir nenhum dado referente aos primeiros anos de Jesus.
Ao passar as páginas, se pode perceber que haveria um terceiro livro. A história se passa no "tempo presente" por muitas páginas; seria muito difícil contar o que acontecia no "passado" em tão poucas páginas.
A história, no "presente", se passa em Israel, nos anos 1970, em uma das muitas crises entre árabes e israelenses. Tais conflitos fazem com que a missão quase não aconteça. Ainda assim, a dupla de viajantes conseguem voltar ao domingo da Páscoa judaica, dia em que ocorre a ressurreição de Jesus. Tem contato com os discípulos de Jesus que viram o ressuscitado, além de ele mesmo ser testemunha de algumas aparições de Jesus.
Agora, só (!) faltam sete livros para completar a coleção. E farei questão de terminar a leitura da série. Bons questionamentos, boa narrativa. Livros que nos levam a pensar, além de formarem uma leitura bastante atraente. Recomendo!
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